Salmos 104

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AS21
🔊 Salmos 104

1Ó minha alma, bendize o SENHOR! SENHOR, meu Deus, tu és esplêndido! Estás vestido de honra e majestade,

2tu, que te cobres de luz como um manto, que estendes os céus como uma cortina.

3És tu que pões os vigamentos da tua morada nas águas, que fazes das nuvens o teu carro, que andas sobre as asas do vento;

4que fazes teus mensageiros como vento, e teus servos, como fogo abrasador.

5Lançaste os fundamentos da terra, para que ela não fosse abalada em tempo algum.

6Do abismo a cobriste, como uma veste; as águas ficaram acima das montanhas.

7Fugiram sob tua repreensão; à voz do teu trovão, puseram-se em fuga.

8As montanhas elevaram-se, e os vales desceram, até o lugar que lhes determinaste.

9Estabeleceste limites para que não os ultrapassassem e voltassem a cobrir a terra.

10És tu que fazes brotar nos vales nascentes que correm entre as colinas.

11Elas dão de beber a todos os animais do campo; ali os jumentos selvagens matam a sede.

12Junto a elas habitam as aves dos céus; do meio da ramagem fazem ouvir seu canto.

13Da tua alta morada regas os montes; a terra se farta do fruto das tuas obras.

14Fazes crescer erva para os animais e verdura para o homem, de modo que da terra ele tire o alimento,

15o vinho que alegra o coração, o azeite que faz reluzir o rosto e o pão que lhe fortalece o coração.

16As árvores do SENHOR estão satisfeitas, os cedros do Líbano que ele plantou,

17onde as aves se aninham; mas a casa da cegonha está nos ciprestes.

18Os altos montes são refúgio para as cabras selvagens, assim como as rochas, para os coelhos.

19Ele designou a lua para marcar as estações; o sol sabe quando se põe.

20Fazes as trevas, e vem a noite, quando saem todos os animais selvagens.

21Os leões novos rugem pela presa, e de Deus buscam seu sustento.

22Ao nascer do sol, logo se recolhem e se deitam em seus esconderijos.

23Então o homem sai para seu labor, para seu trabalho, até o fim da tarde.

24Ó SENHOR, que variedade há nas tuas obras! Fizeste todas com sabedoria; a terra está cheia das tuas riquezas.

25Também o vasto mar aberto, onde se movem seres inumeráveis, animais pequenos e grandes.

26Ali passam os navios, e o Leviatã que formaste para nele se recrear.

27Todos esperam de ti que lhes dês o sustento a seu tempo.

28Tu lhes dás, e eles o recolhem; abres tua mão, e eles se fartam de bens.

29Escondes o rosto, e ficam perturbados; se lhes tiras a respiração, morrem e voltam ao pó.

30Envias teu fôlego, e são criados; e assim renovas a face da terra.

31Permaneça para sempre a glória do SENHOR; regozije-se o SENHOR em suas obras!

32Ele olha para a terra, e ela treme; toca nas montanhas, e elas fumegam.

33Cantarei ao SENHOR enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus enquanto eu existir.

34Que a minha meditação lhe seja agradável; eu me regozijarei no SENHOR.

35Sejam eliminados da terra os pecadores, e não subsistam mais os ímpios. Ó minha alma, bendize o SENHOR! Louvai o SENHOR!